Carta Mensal – Fevereiro 2026

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Resumo

O cenário doméstico dos últimos meses foi marcado por um forte desempenho dos ativos de renda variável, especialmente o Ibovespa e o Ifix. Há muito capital migrando dos EUA para as economias emergentes. A consequência foi a valorização do câmbio e das bolsas desses países. Sob ótica brasileira, acreditamos que os ativos atrelados à inflação, especialmente o Tesouro IPCA 2035 e 2045, representam a melhor oportunidade de investimento no país nesse momento.

O cenário internacional é marcado pela inflação cedendo e a continuação dos grandes investimentos em tecnologia, principalmente nos EUA. Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com tensões comerciais e bélicas crescentes ao redor do globo. Diversificação entre jurisdições e classes de ativos é fundamental para se proteger nesse ambiente extremamente imprevisível.

As recentes quedas do Bitcoin representam uma boa oportunidade para acumulação desse ativo. Os ciclos de queda costumam levar 2-3 anos, e recomendamos comprar gradualmente, com periodicidade mensal.

Cenário econômico brasileiro

A economia brasileira deve apresentar crescimento mais forte em 2026, com projeção de PIB elevada de 1,7% para 2,0% devido à expansão da renda, crédito e consumo, embora em 2027 volte a desacelerar com menor impulso fiscal e juros ainda elevados. 

A inflação (IPCA) tende a permanecer moderada, com projeção reduzida para 3,8% em 2026, refletindo câmbio mais apreciado, oferta abundante de alimentos e bens industrializados baratos, mas com serviços pressionados pela atividade sólida. 

O Banco Central planeja iniciar cortes na Selic a partir de Março, com a taxa chegando a cerca de 12,50% ao final do ano, sujeita ao cenário fiscal. 

As contas públicas mostram metas cumpridas no curto prazo, mas sem melhora estrutural, e a dívida pública deve continuar a subir nos próximos anos, pressionando o espaço fiscal. 

O déficit em conta corrente deve se manter elevado em 2026, com tendência de redução em 2027. A política e incertezas eleitorais podem aumentar os prêmios de risco e afetar a moeda local.

Cenário econômico internacional

O ambiente econômico global em 2026 é de crescimento moderado e resiliência, com projeções de expansão global em torno de 3,3%, ainda afetado por tensões geopolíticas e incertezas comerciais. 

A inflação global segue em queda gradual, aproximando-se das metas de muitos bancos centrais, embora de forma desigual entre regiões, o que mantém apoio à redução de juros em alguns países. 

As grandes economias avançadas, como EUA e Reino Unido, mostram crescimento estável com inflação moderada, e mercados emergentes continuam desempenhando papel importante no dinamismo global. 

Riscos persistem em função de conflitos geopolíticos, incertezas de políticas tarifárias e possíveis choques externos que podem afetar cadeias de comércio e fluxos de investimento. 

Apesar disso, investimentos em tecnologia e consumo sustentam a atividade em muitos países, e a conjuntura externa segue relativamente favorável aos ativos de mercados emergentes

Tabela – Retorno das classes de ativos

Viés Origami

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