Carta Mensal – Julho 2026

Resumo No Brasil, a leitura do IPCA de Junho veio bastante favorável, com o indicador apresentando um número bem abaixo do esperado (0,16% contra expectativa de 0,35%). Caso esse movimento seja confirmado nos próximos meses, poderemos ver uma queda acentuada da Selic, o que beneficiaria ativos de risco e renda fixa com componente pré-fixado e de inflação. Por esse motivo estamos recomendando aos clientes que gradualmente migrem seus investimentos, saindo do pós-fixado e indo para outras classes – respeitando o perfil, prazo e tolerância à volatilidade de cada um. A inflação nos EUA permanece alta, o que poderia levar a novas altas de juros do FED – atraindo mais capital aos EUA e fortalecendo o dólar. As ações de economias desenvolvidas exibem sinais ambíguos, com alguns nomes subindo muito enquanto outros estão em um péssimo momento recente – é preciso cautela ao assumir risco na carteira internacional, dado que há um viés de risk-off nos mercados. Preferimos diversificar em classes e geografias, assumindo menor risco direcional. Cenário econômico brasileiro A economia brasileira apresenta um crescimento resiliente e acima do esperado, impulsionada pelo avanço da indústria, dos serviços e do consumo, além de um mercado de trabalho fortalecido, com desemprego baixo e salários em alta.  Diante desse dinamismo, as projeções para o crescimento do PIB em 2026 situam-se entre 2,0% e 2,1%, amparadas por estímulos fiscais e de crédito. No campo fiscal, projeta-se um déficit primário de -0,5% do PIB, decorrente do aumento contínuo de gastos públicos e da redução das receitas de petróleo.  A inflação projetada para 2026 varia entre 5,1% e 5,4%, pressionada por choques globais e preços de energia. Para conter esse cenário e ancorar as expectativas desancoradas, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano e deve promover um corte residual para 14,00% em agosto, mantendo os juros em patamar restritivo por um período prolongado.  Cenário econômico internacional O cenário internacional exibe sinais ambíguos, combinando o alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a normalização gradual do fluxo de navios no Estreito de Hormuz com uma persistente e forte preocupação inflacionária global.  Nos Estados Unidos, a economia robusta e o mercado de trabalho aquecido mantêm a inflação pressionada (com o CPI acelerando entre 3,4% e 4,2% ao ano), forçando o Federal Reserve a adotar um tom mais duro e a cogitar novas altas de juros.  A Europa enfrenta o quadro de crescimento mais fraco entre as grandes economias, projetando alta de apenas 0,5% em 2026, enquanto o Banco Central Europeu eleva juros para conter as pressões inflacionárias locais.  A China segue crescendo dentro de sua meta apoiada pelas exportações de tecnologia e componentes industriais, embora o consumo de suas famílias permaneça cauteloso. Esse ambiente de juros globais elevados fortalece o dólar mundialmente e reduz o espaço para cortes de juros em economias emergentes.  Retorno das classes de ativos Viés Origami

Carta Mensal – Junho 2026

Resumo A economia brasileira permanece resiliente, com crescimento puxado pelo impulso fiscal. De um lado temos PIB apresentando bons números, mas de outro lado vemos a inflação forte e o déficit fiscal preocupante. O cenário geopolítico externo não colabora, com a guerra do Oriente Médio contribuindo para o aumento do preço dos combustíveis – movimento que se espalha na economia brasileira. Os títulos de renda fixa atrelados à inflação são uma ótima oportunidade de investimento. Sob ótica internacional, na Europa e na China o crescimento perde fôlego. Os EUA seguem fortemente impactados pelo massivo volume de investimentos em tecnologia, em que os investimentos de IA puxam a bolsa para cima e espalham o otimismo nos mercados. A inflação é preocupante, o que pode levar os BCs internacionais a não reduzirem juros conforme estava precificado nos últimos meses. Para investimentos internacionais, a Origami prefere diversificar entre diferentes geografias, aproveitar o bom carrego da renda fixa – as treasuries de 30 anos aproximam-se de 5% de rendimento, e gradualmente acumular bitcoins a medida em que o ativo é negociado em patamares atrativos. Cenário econômico brasileiro A atividade econômica no Brasil mostra resiliência, com o PIB do primeiro trimestre crescendo 1,1%, impulsionado pelo consumo forte, investimentos e emprego resistente. As projeções de crescimento anual variam entre 1,8% e 2,1%, apresentando um panorama de crescimento sustentado, embora com expectativas de moderação nos próximos trimestres.  Por outro lado, o cenário inflacionário voltou a pressionar, com as projeções do IPCA subindo para a faixa de 5,1% a 5,4% em 2026, refletindo choques de oferta globais em commodities energéticas e alimentícias. Esse aumento nos custos reduziu o espaço para o ciclo de queda de juros, levando as estimativas para a taxa Selic no fim do ano ao patamar de 13,25% a 13,75%.  No âmbito fiscal, os maiores gastos mantêm o déficit primário projetado em -0,5% do PIB. Diante dessas incertezas domésticas e externas, os investimentos em renda variável local enfrentaram volatilidade e forte queda, motivando uma postura mais cautelosa por parte dos comitês econômicos.  Cenário econômico internacional O ambiente global continua marcado por incertezas, sendo os conflitos geopolíticos no Oriente Médio o principal condutor da volatilidade, com impactos diretos nos preços do petróleo e da energia.  Nos Estados Unidos, a economia segue firme devido ao mercado de trabalho aquecido e aos fortes investimentos no setor de inteligência artificial, embora a inflação (CPI) tenha acelerado para 3,8%, distanciando-se da meta e motivando o Fed a manter os juros estáveis.  A Europa enfrenta um cenário mais desafiador devido à forte dependência da importação de energia, o que desacelerou o emprego e a atividade, mantendo o crescimento baixo em 0,9% e forçando o Banco Central Europeu a adotar uma postura mais dura, com previsão de alta de juros.  Na China, o crescimento do primeiro trimestre atingiu 5% apoiado nas exportações, mas dados recentes mostram perda de fôlego no varejo e na produção, com a demanda interna permanecendo fraca.  De forma geral, a resiliência da atividade global apoia o desempenho positivo das bolsas americanas, mas a pressão inflacionária energética exige cautela e mantém os bancos centrais em posições prudentes.  Tabela – Retorno das classes de ativos Viés Origami

FEVEREIRO

A sedução do pessimismo

Investidor que traça uma estratégia para seus objetivos não deveria se deixar levar por frenesis momentâneos que ocorrem de tempos em tempos, e sim seguir como o piloto do avião, mantendo a tranquilidade mesmo durante a instabilidade

Folding Tomorrow

O Folding Tomorrow é uma ferramenta exclusiva de planejamento financeiro que se destaca por sua abordagem única, indo além dos números, equilibrando os aspectos racionais e emocionais do planejamento financeiro.

MARÇO

A regra dos 72

A Regra dos 72 ajuda a estimar o tempo para dobrar o poder de compra de um investimento, dividindo 72 pela taxa de retorno anual. Estimar o patrimônio necessário para seus objetivos deve ser um exercício constante dos investidores.

100% de erro

Todos os economistas erraram previsões de 12 meses. Investir não é sobre acertar previsões, e sim sobre tomar boas decisões.

Carta Mensal – Fevereiro 2025

A Origami Investimentos apresenta sua primeira carta mensal, destacando oportunidades e estratégias para diferentes perfis de investidores.

ABRIL

Aversão à perda

Entender e aplicar o conceito de aversão à perda é fundamental para tomar boas decisões sobre investimentos.

Ciclo de vida financeiro

O conceito de Ciclo de vida financeiro reflete como deveria ser a curva de acúmulo de patrimônio ideal para garantir um futuro próspero e seguro.

Carta Mensal – Março 2025

A Carta Mensal de Março de 2025 provoca os investidores a reverem sua posição em títulos pós-fixados na carteira de longo prazo, aproveitando o cenário atual para compra de renda passiva.

MAIO

Carta Mensal – Abril 2025

Incerteza mundial: análise sobre os principais reflexos dos primeiros 4 meses do mandato de Trump e o impacto na decisão de investimento

JUNHO

Drawdown

Entender o conceito de drawdown e evitar grandes perdas é fundamental para a construção de patrimônio

Carta Mensal – Maio 2025

Na Carta Mensal de Maio exploramos o universo dos ETFs, embasando a escolha da Origami Investimentos por esse veículo de investimentos para compor a carteira dos clientes.

JULHO

COE

COEs: complexidade, ilusão de Proteção e retornos abaixo do risco

Meu suficiente

Saiba calcular o seu suficiente e entenda se você está perto da liberdade financeira.

AGOSTO

OUTUBRO

O caso do Fidelity Magellan

Como o comportamento dos investidores fez com que perdessem dinheiro investindo em um ativo que rendeu uma média de 29% ao ano durante 13 anos

Home Bias

Home bias é o viés de concentrar seus investimentos no país de sua residência

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