Resumo
Estamos muito próximos do final das eleições brasileiras – o término desse evento deve reduzir a volatilidade no mercado interno. Independente do vencedor do pleito eleitoral, o cenário brasileiro é bastante preocupante: alto endividamento das famílias, desancoragem da inflação e atividade econômica mostrando sinais de fraqueza. Soma-se a isso o fato de que os juros nos países desenvolvidos estão subindo para conter efeitos inflacionários, o que reduz o potencial do BC brasileiro de redução da Selic – sob risco de disparada do Dólar frente ao Real.
Permanecemos otimistas com a classe de renda fixa, tanto brasileira quanto internacional, e entendemos que o Bitcoin pode funcionar como uma boa reserva de valor ao longo do tempo, melhorando o Sharpe Ratio dos portfólios e servindo como um porto seguro em um ambiente geopolítico que inspira preocupação.
Cenário econômico brasileiro
O cenário doméstico é marcado pela desaceleração gradual da atividade econômica, com redução no consumo das famílias devido ao alto endividamento e elevação da inadimplência.
A inflação permanece elevada e as expectativas seguem acima da meta, demandando uma condução cautelosa da política monetária pelo Banco Central, que ajustou a taxa Selic para 13,75% ao ano.
O mercado de trabalho demonstra resiliência, embora apresente sinais de estabilização.
No campo fiscal, as incertezas e os desafios orçamentários do país representam o ponto central de atenção, influenciando as taxas de juros de longo prazo e as condições financeiras.
Diante desse quadro, vislumbra-se a possibilidade de cortes graduais na Selic, cujo ritmo pode ser limitado pelas pressões fiscais e pela alta dos juros externos.
Cenário econômico internacional
A economia global reflete uma atividade resiliente acompanhada por pressões inflacionárias, impulsionadas sobretudo pelos preços de energia, o que consolida a expectativa de juros altos por mais tempo.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve mantém postura cautelosa e não descarta novos apertos monetários diante de uma inflação distante da meta e dados fortes de crescimento.
Na Europa, o Banco Central Europeu elevou os juros para conter os riscos inflacionários em meio ao choque energético, mantendo flexibilidade futura.
Na Ásia, a China apresenta crescimento doméstico fraco e dependência da demanda externa, adotando estímulos limitados, enquanto o Japão avançou no processo gradual de elevação da taxa básica de juros.
Esse ambiente de juros elevados nas economias desenvolvidas e tensões geopolíticas contribui para o fortalecimento do dólar e volatilidade nos mercados globais.
Retorno das classes de ativos

Viés Origami





