Resumo
O cenário brasileiro permanece positivo para tomar risco, dado os grandes prêmios dos ativos, principalmente na renda fixa de médio prazo (3-10 anos).
Do lado internacional, os EUA passaram por um grande ciclo de valorização nos últimos anos, o que deixou os prêmios da renda fixa bastante comprimidos e os ativos de renda variável caros.
Há recursos migrando dos Estados Unidos para os países emergentes, e esse fluxo pode continuar ajudando a valorização do Real contra o Dólar bem como da bolsa brasileira.
As recentes quedas do Bitcoin são uma boa oportunidade para comprar gradualmente e aumentar a posição caso a queda continue.
Cenário econômico brasileiro
A economia brasileira mostra desaceleração gradual, com menor estímulo fiscal e juros elevados influenciando o ritmo de crescimento. O mercado de trabalho segue forte, mas com sinais de perda de dinamismo. A inflação vem desacelerando, especialmente com a reversão de preços de alimentos, e as expectativas de inflação continuam melhorando. O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter juros altos por mais tempo para controlar a inflação, com projeções de cortes apenas a partir de janeiro de 2026, dependendo da trajetória de crescimento. A dívida pública permanece como foco de atenção, e a aprovação de medidas fiscais no Congresso será importante para fortalecer a confiança. A perspectiva de cortes de juros favorece ativos de risco como as ações brasileiras.
Cenário econômico internacional
No cenário internacional, os Estados Unidos continuam no centro das atenções, com o Federal Reserve sinalizando maior cautela e possibilidade de cortes de juros, enquanto dados como o mercado de trabalho e a inflação influenciam as decisões de política monetária. A atividade econômica na Zona do Euro demonstra alguma resiliência, e a inflação está próxima da meta, indicando estabilidade na política monetária local. A projeção de crescimento para a China em 2025 foi revisada para cima com base em estímulos fiscais e forte exportação, apesar de desafios no consumo interno. Um acordo entre EUA e China reduziu algumas incertezas de curto prazo nas relações comerciais. O dólar mostra força, e há expectativas de que cortes de juros nos EUA e um dólar mais fraco impulsionem mercados emergentes.
Tabela – Retorno das classes de ativos

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