Resumo
O longo ciclo de aperto monetário está fazendo efeito, e vemos sinais da inflação brasileira desacelerando – com um custo muito grande de recuperações judiciais no País. O mercado opera com grande incerteza e volatilidade devido às eleições que se aproximam e fica de olho nas declarações dos candidatos e equipes, buscando sinais de responsabilidade fiscal. Continuamos enxergando os títulos atrelados à inflação como uma ótima oportunidade, além de um possível rally de açõesa e fundos imobiliários caso as eleições terminem com troca de governo.
O cenário internacional é bastante incerto, com os desdobramentos do avanço da Inteligência Artificial e as tensões geopolíticas dominando os noticiários – particularmente a guerra do Irã, que está se estendendo muito mais do que o previsto e pressionando o preço do petróleo, além de gerar incerteza nos mercados. A economia dos EUA permanece forte, com um possível novo ciclo de aperto monetário do radar, o que torna ainda mais interessante as posições de renda fixa dolarizadas. Destacamos o excelente desempenho recente do Bitcoin, que subiu 25% em Agosto.
Cenário econômico brasileiro
A economia brasileira apresenta sinais incipientes de desaceleração gradual, com o PIB do 2º trimestre caindo para 0,5%.
O mercado de trabalho segue robusto, mas segmentos mais sensíveis às condições financeiras mostram moderação.
No campo inflacionário, o IPCA-15 de agosto registrou deflação de 0,4%, puxando o acumulado em 12 meses de 4,5% para 4,2%, favorecido pelo câmbio e commodities, embora os serviços continuem pressionados e o IPCA seja projetado em 5,0% ao fim do ano.
A política monetária manteve o ciclo de cortes com a redução da taxa Selic para 14,0%. A parte curta da curva de juros recuou com a inflação cadente, mas os vencimentos mais longos e os ativos locais continuam pressionados e voláteis devido às incertezas fiscais e políticas.
Cenário econômico internacional
O cenário internacional permanece marcado por tensões geopolíticas e restrições na oferta de petróleo, pressionando a inflação global.
A economia dos EUA demonstra resiliência, contudo apresenta desaceleração com alta do PIB do 2º trimestre de 1,5% e desaquecimento no mercado de trabalho.
Nos EUA, o Fed manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50%-3,75% com postura cautelosa e viés restritivo diante da desinflação lenta.
Adicionalmente, a deterioração fiscal americana fez a dívida ultrapassar US$40 trilhões, elevando o rendimento dos títulos de longo prazo e enfraquecendo o dólar.
Em contrapartida, os investimentos no setor privado continuam acelerados, puxados pela forte demanda e expansão global na infraestrutura de inteligência artificial.
Retorno das classes de ativos

Viés Origami





