Resumo
O cenário brasileiro permanece positivo para tomar risco, dado os grandes prêmios dos ativos, principalmente na renda fixa de médio prazo (3-10 anos). A taxa Selic deve cair ao longo de 2026. É preciso bastante atenção à disciplina fiscal dos próximos anos.
Do lado internacional, os EUA permanecem com a economia aquecida. A China está perdendo fôlego.
O diferencial de juros entre o Brasil e os EUA está ao redor de 12%, bastante elevado, o que pressiona o Dólar e tende a valorizar o Real.
Cenário econômico brasileiro
A economia brasileira apresenta desaceleração gradual, com crescimento moderado do PIB em torno de 1,5%–1,7% em 2026, refletindo juros elevados e menor impulso fiscal.
O mercado de trabalho segue aquecido, com desemprego baixo e renda ainda sustentando a demanda no curto prazo. A inflação mostra melhora, com desaceleração de bens industriais e avanço mais lento dos serviços, embora as expectativas permaneçam acima da meta no horizonte mais longo.
O Banco Central mantém postura conservadora, com a Selic em 15% e sinalização de início gradual do ciclo de cortes ao longo de 2026, condicionado à evolução inflacionária e fiscal.
O principal desafio estrutural segue sendo o equilíbrio das contas públicas, com incertezas fiscais ganhando relevância no médio prazo.
O câmbio reflete o diferencial de juros favorável, mas permanece sensível a riscos fiscais e políticos.
O cenário para ativos locais é construtivo, porém dependente da disciplina macroeconômica.
Cenário econômico internacional
O cenário internacional segue marcado por incertezas, apesar da atividade resiliente nas principais economias.
Nos Estados Unidos, o crescimento permanece robusto, com consumo e mercado de trabalho ainda fortes, enquanto a inflação desacelera de forma gradual.
O Federal Reserve já iniciou o ciclo de cortes de juros, mas o ritmo futuro é incerto diante de divergências internas e riscos inflacionários. Na Europa, a atividade mostra desaceleração moderada, com inflação convergindo para a meta e política monetária mais estável.
A China enfrenta perda de fôlego da demanda doméstica e fragilidades no setor imobiliário, compensadas parcialmente por estímulos governamentais.
O ambiente global segue influenciado por tensões geopolíticas, dinâmica do dólar e preços de commodities, mantendo volatilidade nos mercados financeiros.
Tabela – Retorno das classes de ativos

Viés Origami





